Galvanização a fogo ou galvanização eletrolítica?

Passeando por nosso site percebemos que na descrição de muitos produtos consta a expressão “produzido em aço galvanizado”. Mas, afinal, você sabe o que isso significa?

Conhece os processos pelos quais o metal passa e as propriedades que adquire?

Como diferenciar a galvanização a fogo da eletrolítica?

Isso é o que você vai decobrir neste artigo!

A galvanização é um procedimento que tem como finalidade proteger peças metálicas da corrosão (enferrujamento). Para isso, a peça é revestida por outro metal, geralmente zinco metálico. O método pode ser realizado de duas maneiras principais: a galvanização a fogo e a eletrolítica.

 

Galvanização a fogo X Galvanização eletrolítica – Entendendo os processos

 

Galvanização a fogo

Também conhecido como galvanização por imersão ou HDG (Hot-dip Galvanizing), o processo segue 8 etapas, segundo o Instituto de Metais Não-Ferrosos (ICZ):

  1. Desengraxe – Onde materiais orgânicos, óleos e graxas são removidos da superfície da peça
  2. Lavagem – Para uma remoção mais completa dos resíduos, que podem comprometer o resultado do procedimento
  3. Decapagem – Elimina óxidos, cascas de óxidos e carepas, que não saem nas etapas anteriores
  4. Lavagem – A peça é novamente lavada, dessa vez para remover resíduos produzidos nas reações de decapagem
  5. Fluxagem – Elimina óxidos formados na decapagem
  6. Secagem – Diminui o choque térmico e reduz os respingos de zinco
  7. Imersão a quente – A peça devidamente preparada é finalmente imersa num banho de zinco líquido a cerca de 450°C
  8. Resfriamento – A peça é resfriada rapidamente para evitar uma cristalização grosseira e frágil. Um banho rápido em solução cromatizante também pode ser realizado no intuito de retardar o aparecimento da chamada “corrosão branca”.

 

Galvanização eletrolítica

Chamada também de galvanização a friozincagem eletrolítica e EG (Electrogalvanizing), a técnica tem a eletricidade como protagonista.

Segundo o Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (INDA), o primeiro passo do processo é converter a corrente de alternada para contínua. Assim, é possível separar as partes positivas e negativas da corrente: Na parte negativa, são colocadas as peças. Na positiva, o metal que fornecerá os íons para a solução.

Os cátions do aço ficam dispersos na solução eletrolítica e são convertidos novamente em metal. Assim, são depositados sobre a superfície da peça, galvanizando-a.

 

Qual o melhor processo de galvanização?

A galvanização eletrolítica deixa uma cobertura mais brilhante, lisa e uniforme à peça, além de ser um procedimento mais barato. No entanto, por fornecer uma camada mais fina de revestimento metálico, sua proteção contra a corrosão não é tão eficaz.

Já a galvanização a fogo oferece uma camada protetora mais grossa e aderente à superfície metálica, além disso como o processo é feito por imersão, todas as parte da peça galvanizada a fogo são tratadas, tanto superficies externas como partes internas. Dessa forma, a peça permanece íntegra por um tempo superior à galvanizada a frio. Essa versão de galvanização tem custo mais elevado e prazo de produção um pouco mais longo, entretanto é a única opção quando o poste vai ser instalado em locais litorâneos já que é a única maneira de garantir que o aço permaneça protegido da corrosão extrema relacionada a ação da maresia.

Vale lembrar não há um método de galvanização mais ou menos indicado. A galvanização a fogo e a eletrolítica garantem resistência à corrosão e aderência da pintura. A técnica mais adequada para cada caso dependerá de fatores como o tipo de peça, finalidade e orçamento.

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